quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Algo me falta

Sinto falta de algo dentro de meu peito
Uma angústia pela auxência de algo que me faria bem
Poderia ser simples de resolver, apenas encontar alguém
Mas não haveria mérito sem o esforço

 

Não basta ter algem
Bastaria se fosse algém amado
E o futuro do pretérito me abre a possibilidade de algo por vir.

 

Simples é juntar as palavras
Dizer algo importante é para poucos
Sentimentos podem ser verbalizados
Mas a razão sempre deve estar em mente

 

Não preciso de rimas para dizer
Que espero por alguem
Que procurto por você
Que só então estaria tudo bem.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Escolhas

Não sou mais o mesmo

Mas ainda não sou outro

As coisas mudaram

E para poucos eu estendo minha mão

  

Como pode, em tão pouco tempo

O horizonte se expandir

De modo que o foco não seja aquele mesmo

E as respostas estejam mais próximas de mim?

  

Alguns podem não gostar

Outros, irão me julgar

Mas o que devo a eles?

Tais escolhas apenas a mim pertencem!

  

Os resultados apenas eu colho

E os caminhos não sigo a olho!

Não pense que é complicado

Apenas fique ao meu lado.

  

Veja as trilhas se desenharem

Perceba que metas não mudam

De modo que escolhas sejam em vão

Tampouco será todo este tempo perdido

  

Tudo é amadurecimento

Crescimento interior

E um encontro com a verdade

Não sou mais o mesmo

  

Então, fique ao meu lado

Antes que para nós já seja tarde…

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Face ao Fato

Face

Busco aparecer
Aos que completam meu ser
Elevo minha voz
Buscando um elo entre nós

  

Subo às colinas e caminho sempre em frente
Meus caminhos são ascendentes
Mas descendentes
São minhas lágrimas

 

Poças se formam aos meus pés
Refletindo minha aparência
Retorcida é minha face
Em face do que me rodeia

  

Se os sorrisos fossem poucos
Mas se o valor fosse em dobro
Estaria tudo em paz
Haveria um elo entre nós

domingo, 28 de março de 2010

Tais palavras…

Podem ser apenas mais poucas palavras

Mas em seu instinto, lhe toca a alma.

Não a cobro que me queiras,

Porque se ousasse, me olharias de outra maneira…

  

Se pedisses que fosse outro,palavras

A atenderia.

Se pedisses meu consolo,

A satisfaria,

me completaria…

  

Porque nada escurece minha alma,

Além da tua ausência;

E nada preenche esta lacuna,

Nada além de minha interna turbulência.

  

O estado de minha alma, que distorce nossa existência

Borra a realidade, sonhos loucos, perturbada consciência

Assim, tenho-te em meu flanco, espero-te a cada dia.

E o desespero que me preenche ao passar do tempo,

nada mais é que uma lucidez tardia.

  

Por isso tudo e mais um pouco

(Berros desse desespero que me deixa louco)

Tais palavras nunca são ditas

Porque se fossem, seriam de importância pequena e mesquinha.

  

Se te tocas no âmago

E pesa-te em tua consiência,

Não ouvirás de minha boca tal veemência

Nem imponharei a ti tal castigo.

  

Tais palavras não são ditas.

A tua doce pele nunca me acaricia.

Tais palavras são sagradas.

Doce consolo que, sozinho, me afoga as mágoas.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Sonhos de uma Noite Louca

loucura1

Sonhos de uma noite louca

Suor que irrompe a pele,

Rio que transcede a alma.

E pelo obscuro fosso da insanidade desaparece…

 

Gargarejos filosóficos, cuspidos ao chão;

Súplicas desvairadas levadas pelo vento,

Aos sete cantos do mundo são cantadas

Por bocas sujas e desvairadas.

 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

fragmento de pensamento

   na145401

Mas a vida é isso mesmo

Amar quem não o ama,

Procurar por quem não existe,

Alimentar um velho doente.

Esperar pelo que não está ao nosso alcance…

  

Cantar uma melodia triste.

Tocar acordes dissonantes

E, as vezes, atropelar o compasso…

  

E o que mais nos resta

após o final da festa?

sábado, 21 de novembro de 2009

Amor Vendado

Percebo, infeliz, que a perco mais a cada dia.

Dissipam-se com o vento, nossos momentos.

Realidades perturbantes que me impulsionam à liturgia.vento1

Transcendendo os limites de meu “eu”. Mas não me contento.


Busco algo distante, quero algo impossível.

Sei que não sou mais uma possibilidade,

Sou um ser errante e repleto de incapacidade.

Esquivo-me da verdade e iludo-me na busca do intangível.


Tento fugir do óbvio, do lógico:

Que sou nada mais que um sonhador mórbido,

Um romântico infantil,

Um cego condicional perdido em um sonho febril


Mas no fundo eu sei, desconsolado

Que não se perde o que nunca foi eterno

E que não se dissipa o que nunca foi concreto.

E sei, também, que não se esquece o que nunca foi lembrado,


Aquele que nunca foi realmente amado...